QUASE (Sarah Westphal, adaptado por FMU)Pior do que a convicção do não ou a incerteza do talvez é a desilusão de um “quase”.
O “quase” é tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga;
Quem quase passou, estuda;
Quem quase amou... não amou.
Pense nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver morno.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas; os dias seriam nublados; e o arco-íris... cinza.
Tudo o que é “quase” não ilumina, não inspira, não aflige e nem acalma. Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Nem todas as estrelas estão ao seu alcance, Mas preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão;
Para os fracassos, chance;
Para os amores impossíveis, tempo.
Não economize sua alma. Nem deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Gaste mais horas realizando do que sonhando, fazendo do que planejando, vivendo do que esperando.
Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Desconfie do destino. Acredite em você.


